Essa discussão sobre o PD saber programar existe bem antes do boom do vibecoding.
Lembro dessas discussões desde a época do que um web master, web designer ou web developer faziam, ou quando você tinha que fazer um site no flash e tinha que usar o action script pra fazer as interações, muito motion pra dar vida, ou até mesmo no dreamweaver, quando você jogava seus layouts fatiados no fireworks e ficava horas tentando resolver os espaçamentos que eram adicionados na tabela sem ter feito nada.
O que eu acredito em todo esse tempo que venho atuando como designer é que ter repertório faz você pensar na solução de várias formas, porque o somatório das suas experiências te permite experimentar outros caminhos.
Saber mais sobre frontend pra mim foi uma forma de ver meus projetos ganhando vida, sem que outros devs falassem que o que projetei não dava pra codar, ou iria demorar muito pra implantar, enfim, muitas desculpas, sem de fato olhar, fazer uma análise e aí sim dar um veredito mais claro.
Porque uma coisa que designers são muito bons são em pegar um desafio e quebrá-lo em etapas, e dessas etapas já saberem o que precisam fazer e com isso estimar o tempo pra produzir, então o que eu precisava era fazer exatamente o mesmo pra desenvolver e colocar na prática.
Em tempos de vibecoding, desenvolver algo funcional em tão pouco tempo é o novo normal, mas com isso, existe um gap entre pedir pra fazer algo e iterar pelo que foi feito, como testar pelo navegador e conseguindo ver o que quebra, mas não apenas breakpoints, mas no código mesmo, ver as requests feitas, javascript que não tá rolando, coisa que a IA até resolve rápido, mas nem sempre resolve de cara se ela não souber onde atacar.
Trouxe essa visão acima de aplicação prática que entender alguns fundamentos de programação pode te dar um repertório muito bom não apenas pro vibecoding, mas para o seu dia a dia dentro do seu time. As discussões no handoff ficam mais interessantes, você pode se antecipar em criação de cenários sem esperar o review técnico, e questionar pontos dos fluxos, afinal, entender o porque é muito importante no nosso dia a dia.
E antes já tinham ferramentas como o Webflow, Framer, Wix (por que não?) e outras mais com foco em desenvolvimento no code e low code, dando ainda mais possibilidades pro designer criar sem barreiras.
Um ponto que considero e considerarei muito importante é o craft, essa habilidade será cada vez mais importante, ainda mais em tempos de IA que gera tudo genérico e sem finesse.
Ao mesmo tempo, serão comuns essas novas atividades no dia a dia:
- Github como parte do trabalho, para versionamento e compartilhamento dos projetos que vão além do craft
- Pair vibecoding, construindo com IA em colaboração
- Testes de usabilidade cada vez mais com protótipos funcionais
- Criação de dashs dentro das ferramentas de dados com linguagem natural, corrigindo suas explorações em design com os dados de uso do usuário
- Personas sintéticas, que já vem sendo muito usado em testes mais controlados, mas com muita capacidade de evolução
- Design System
Tantos caminhos, muita coisa pra experimentar, o FOMO batendo forte.
Mas a melhor coisa que podemos fazer agora é fazer o que sempre fazemos no dia a dia: Explorar > Testar > Aprender > Iterar.